Dois pátios.
Sei que transtornas as poças
ou o lamento de bois a tardar, escassez sim de ti e de mim.
De bichos amontoados a sovar o tempo
e relva sem nome a grassar porque sim, porque respiras no fundo.
No fundo da coisa, emboscada, a memória.
Duas putas, um nome igual ao da outra
e pra não dizer eu um terceiro simula
- aqui com um mundo de teatros sem gente: vazios,
beira da era, do gozo que é raro.
Sombra do mato, costa doce, erva mansa.
Fui de quebrantos para sorvendo teu sono, tua teta
- moça, que é que te faço que é bom de querer?
A moça não diz e a morte sorri, pressuposta
num figo maduro.
Na vida, intervalo entre dois nadas,
de fuga e de cavalos que salivam os séculos
essa febre de canoas emborcadas.
Tudo há de ser na lua certa.
Não é o tempo sob teus pés: mas a língua modesta a dizer litorais.